Ter dentes mais bonitos e um sorriso mais harmônico. Esse é o desejo de grande parte da população brasileira — pelo menos no que se refere aos tratamentos odontológicos.

Esse cenário tem feito com que muitos dentistas notem um aumento na procura tanto por tratamentos estéticos como por aqueles que visam a recuperar a dentição, que é caso dos implantes dentários.

Apesar disso, muitos profissionais ainda não oferecem esse tipo de serviço. Muitas vezes, o motivo para essa situação é um só: o desconhecimento sobre a força do setor.

Se você está pensando em otimizar os seus ganhos, aumentar o ticket médio do seu consultório e oferecer um serviço ainda melhor para os seus pacientes, continue a leitura deste artigo.

Como é o mercado de implantes dentários?

Se você ainda não trabalha com implantes dentários porque acredita que esse não é um setor muito aquecido, está na hora de rever os seus conceitos. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde Bucal, feita pelo Ministério da Saúde, 67,2% dos brasileiros com idade entre 35 e 44 anos usam algum tipo de prótese dentária.

Esse é um dado importante, capaz de tornar o mercado de próteses e implantes em constante movimento. Para você ter uma ideia, somente no Brasil, esse setor movimenta cerca de R$ 400 milhões ao ano, o que coloca o nosso país como o segundo que mais demanda esse serviço em todo o mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

A expectativa, de acordo com um relatório do Transparency Market Research, é que o setor de implantes dentários tenha um crescimento de 7,9% até 2024 em todo o mundo. No Brasil, essa taxa corresponde a 15% ao ano.

Atualmente, de acordo com os dados da Associação Brasileira da Indústria Médica, Odontológica e Hospitalar (Abimo), são feitos anualmente cerca de 800 mil implantes e comercializados 2,4 milhões de componentes de próteses dentárias por ano. Ainda de acordo com a mesma pesquisa, 90% desse mercado já é atendido pela indústria nacional, que tem crescido e investido muito mais em tecnologia, inclusive exportando para vários países.

Mas, quais são os principais motivos para todos esses números? A resposta é um misto de variáveis, como: melhora no desempenho da indústria brasileira, que oferta aos profissionais bons produtos com custos reduzidos, aumento na demanda pela reabilitação oral e crescimento no número de especialistas — de acordo com os dados do Conselho Federal de Odontologia (CFO), o crescimento médio é de 260% ao ano.

Além de tudo isso, os tratamentos com implantes dentários apresentam um ticket médio mais alto (ou seja, o faturamento por hora de trabalho é maior) comparado aos demais tratamentos, o que ajuda a melhorar o financeiro da sua clínica.

Quais as características do tratamento com implantes dentários?

O sucesso de um implante dentário depende, sobretudo, da capacidade do dentista em planejar adequadamente o tratamento e, claro, conhecer muito bem as diferentes técnicas.

Em geral, o tratamento pode durar de 4 a 6 meses — vale ressaltar que existem alguns casos mais específicos que podem necessitar de mais procedimentos. Também existem os implantes de carga imediata, que podem ser instalados em até 4 dias.

Embora praticamente qualquer dentista possa realizar um implante dentário, é sempre recomendável que o profissional busque se especializar nessa área, com cursos específicos, visando a compreender melhor os tipos de técnicas. Normalmente, essas especializações têm duração entre 2 e 3 anos.

A melhor especialização, nesse caso, é em cirurgia e traumatologia buco-maxilo faciais, que permitirá ao dentista, além de realizar implantes, também tratar:

  • anomalias faciais;
  • ossos perdidos ou atrofiados por meio dos enxertos ósseos;
  • doenças e tumores da boca;
  • dores faciais na ATM;
  • apneia do sono;
  • reconstrução facial.

Quais as indicações e as contraindicações dos implantes dentários?

Como todos os tratamentos odontológicos, os implantes dentários também têm seus prós e contras. Por isso, é muito importante que você, como dentista, saiba avaliar se o paciente é um candidato válido para o tratamento.

Inicialmente, os implantes são indicados para qualquer paciente que sofra com a ausência de um ou mais dentes. Porém, é preciso observar se o indivíduo em questão:

  • é hipertenso e não está seguindo o tratamento;
  • é fumante;
  • está com o diabetes descompensado;
  • sofre com doenças ósseas.

Nesses casos, será necessária uma avaliação bem mais criteriosa do profissional, que vai definir se os riscos do tratamento são viáveis para os benefícios que ele pode trazer.

Além disso, é preciso analisar a condição geral da saúde bucal do paciente (como presença de cáries ou outros problemas que necessitem de tratamento prévio), inflamação dos tecidos e da gengiva e o nível de higiene bucal.

Quais são os tipos de implantes dentários?

Embora os implantes de titânio sejam os mais conhecidos, eles não são os únicos. Veja os que são mais usados atualmente e a diferença entre cada tecnologia disponível.

Titânio

É o mais comum e foi o único usado durante várias décadas. O titânio é um material bastante leve, mas resistente (apresentando alta resistência contra corrosão ou ação do tempo), além de ser biocompatível, minimizando as chances de rejeição.

Zircônio

O zircônio tem sido uma alternativa ao uso do titânio, apresentando algumas vantagens como: coloração semelhante à cor natural dos dentes, material resistente (não está sujeito à oxidação e nem é corrosivo), grande resistência às forças envolvidas na mastigação, não apresentação de níveis de toxicidade e, por fim, conforto.

Porém, como seu uso é recente, não existem muitos estudos conclusivos sobre sua longevidade.

Nanotecnologia

A nanotecnologia é mais recente e mais cara, porém, apresenta vantagens importantes, como menor tempo de cicatrização (que torna o tratamento todo mais rápido), redução dos riscos de infecções bacterianas, ósseo integração mais rápida e maior estabilidade.

Para escolher a tecnologia mais adequada, é primordial analisar muito bem o caso do paciente e também a técnica que será usada, além do seu conhecimento para dominar a tecnologia em questão.

Vale a pena trabalhar com implantes dentários?

Depois de ler todo este conteúdo, você pode estar se questionando se vale mesmo a pena fazer uma especialização nova para começar a trabalhar com implantes dentários, ou ainda modificar alguns setores do seu consultório para essa finalidade.

O que podemos dizer é que trabalhar com implantes dentários pode ajudar a melhorar a vida financeira do seu consultório, a sua imagem profissional e ainda oferecer mais serviços para os seus pacientes em um só lugar.

Além disso, é importante frisar que esse tipo de tratamento apresenta um ticket médio mais alto que a maioria, e também costuma ser um tratamento em longo prazo, o que ajuda a otimizar os seus ganhos no final do mês.

Porém, antes de se decidir, analise:

  • a clientela que você costuma atender e as necessidades que eles apresentam;
  • a faixa de renda dessas pessoas;
  • a concorrência;
  • o investimento que você terá de fazer para incluir mais essa opção de atendimento;
  • o tempo até começar a lucrar sobre esse investimento;
  • a possibilidade de crescimento do seu consultório com a inserção de mais um tipo de especialidade.

Como você viu, investir nos implantes dentários é uma ótima possibilidade de diferenciar os seus serviços, melhorando o atendimento que oferece aos seus pacientes.

Quer saber mais sobre como diferenciar a sua marca e conquistar ainda mais pacientes? Entre em contato conosco!