Quando se tem um consultório, é de extrema importância verificar os tipos de tributação existentes. Isso porque seu negócio é uma empresa como qualquer outra e precisa pagar os devidos impostos para continuar funcionando.

Porém, caso a escolha da tributação não for feita corretamente, você pode pagar mais do que devia e ainda comprometer a gestão e a saúde financeira do seu consultório. Além disso, o pagamento inadequado de impostos pode trazer problemas junto à Receita Federal.

Se você tem dúvidas sobre qual tipo de tributação escolher para seu consultório, continue acompanhando este post. Nele, falaremos sobre os tipos mais comuns de cobrança de impostos do país. Confira!

Tipos de tributação

Simples Nacional

O Simples Nacional é o melhor tipo de tributação para micro e pequenas empresas, pois como o nome já diz: ele é simplificado. O Simples permite que o recolhimento de todos os tributos federais, estaduais e municipais seja feito em uma única guia.

Além disso, a alíquota de impostos é cobrada de acordo com o faturamento, o que possibilita menor incidência de alguns impostos.

O Simples Nacional pode ser optado por empresas que faturem até R$ 3,6 milhões anuais. Em 2018, esse valor será alterado para R$ 4,8 milhões de reais ― em atendimento à Lei Complementar nº 155, de 27 de outubro de 2016.

Outro benefício do Simples Nacional é que a empresa optante por esse regime tributário fica dispensada da contribuição de 20% do INSS Patronal na folha de pagamento, fato que gera uma economia de encargos trabalhistas.

Mas o Simples também tem lá suas desvantagens: como ele unifica o recolhimento de impostos, as empresas acabam não se beneficiando dos créditos cumulativos do IPI, ICMS, PIS e da COFINS. Isso não é muito vantajoso para companhias que adquirem insumos para processos de industrialização ou que trabalhem com revenda de produtos.

Outra desvantagem é que a tributação do Simples é feita em cima do faturamento, não do lucro líquido. Sendo assim, mesmo que seu consultório tenha tido prejuízos, a tributação será a mesma.

Lucro Real

Esse tipo de tributação é obrigatório para companhias que possuem faturamento superior a R$ 78 milhões de reais anuais. As empresas voltadas para o setor financeiro também devem se valer desse tipo de recolhimento.

Nesse modelo, os impostos são calculados somente em cima do lucro real da empresa. A vantagem do Lucro Real é que caso os lucros da empresa sejam menores, a carga de impostos também será menor e vice-versa.

Para que esse tipo de tributação seja eficiente em sua empresa, é preciso que a contabilidade seja muito organizada; caso contrário, seu negócio pode ter prejuízos. Além disso, ela é uma tributação mais complexa em relação ao tratamento e às obrigações acessórias.

Lucro Presumido

Ao contrário do que ocorre no Lucro Real, no Lucro Presumido o faturamento da empresa não pode ultrapassar os R$ 78 milhões de reais anuais. Nesse caso, a margem de lucro utilizada para o cálculo dos impostos já é preestabelecida pela Receita Federal.

Sendo assim, a apuração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) é feita por meio de uma tabela já definida para os respectivos cálculos, de acordo com a atividade realizada pela empresa.

Os valores da alíquota variam entre 1,6% e 32% do faturamento, dependendo da atividade.

Uma das desvantagens de se optar por esse modelo de tributação é que alíquota de impostos é prefixada, como dissemos. Sendo assim, se o seu consultório tiver um faturamento abaixo da margem de lucro estipulada, você paga impostos acima do necessário, o que não acontece com o Lucro Real.

Outro fator negativo é que, mesmo que as alíquotas de PIS e COFINS sejam menores que as realizadas no Lucro Real, não há possibilidade de abater nenhum crédito fiscal em sua base de cálculo.

Se a empresa tem somas altas de créditos a serem abatidos desses dois impostos, você deve considerar a possibilidade de mudar o tipo de tributação para Lucro Real; caso contrário, seu negócio pode vir a sofrer perdas financeiras.

Saiba como escolher o melhor tipo de tributação para seu consultório

Entre tantos tipos de tributação existentes, você pode se perguntar: “Qual a melhor opção para arrecadar impostos do meu consultório?”. Bom, isso depende de diversos fatores. Um deles é se você vai optar por trabalhar como Pessoa Física ou como Pessoa Jurídica.

No caso de Pessoa Física, você deve usar o livro-caixa para lançar todas as despesas do seu consultório, como água, luz, internet, aluguel e compras de materiais. Além disso, como dentista Pessoa Física, você não pode abrir uma clínica e nem usar um nome fantasia para a divulgação de seus serviços.

Se você optar por trabalhar como Pessoa Jurídica, deve escolher um dos modelos de recolhimento de impostos citados ao longo do texto.

No caso de dentistas, o Lucro Presumido costuma ser a melhor opção, porém é necessário que o contador faça todos os cálculos baseados na expectativa de faturamento da clínica. Somente assim ele terá como indicar o melhor modelo de tributação.

Afunilando mais os modelos de tributação para dentistas, podemos citar também o Simples Nacional como uma boa escolha.

No entanto, para fazer a opção certa, é preciso avaliar uma série de fatores e fazer um estudo detalhado de algumas variáveis importantes que vão causar impacto na sua escolha. Os principais fatores a serem avaliados são: faturamento anual do consultório, número de funcionários do estabelecimento e alíquota de ISS cobrada pelo município.

O ideal é você conversar com o contador sobre os tipos de tributação e pedir para que ele faça uma simulação dos impostos que serão cobrados em cada modelo. Dessa forma, você consegue ter uma ideia de quanto vai pagar de impostos em cada modelo e poderá fazer a melhor escolha para seu negócio. Vale lembrar que, nessas horas, uma assessoria contábil ajuda muito.

Este post foi útil para você entender um pouco mais sobre os tipos de tributação existentes no país? Conte pra gente, deixando seu comentário. Caso tenha ficado com alguma dúvida, comente também!