Ter um consultório ou clínica de sucesso envolve, entre outras ações, se organizar para conseguir manter uma vida financeira saudável. Mas, para isso, é preciso se preparar adequadamente para garantir capital de giro suficiente e conseguir atuar sem ter de recorrer a empréstimos ou outras fontes.

Porém, se você não sabe o que é, qual a importância e nem como calcular, como poderá mantê-lo dentro do ideal para o funcionamento do seu negócio?

Se você também compartilha de todas essas dúvidas, continue a leitura deste artigo e saiba tudo sobre o assunto! Vamos lá?

O que é e qual a importância do capital de giro?

O capital de giro é a quantidade de investimentos necessários para fazer com que os negócios da sua empresa aconteçam. Na prática, ele garante caixa suficiente para você custear as despesas do dia a dia e manter a sua clínica funcionando.

Normalmente, entre 50% e 60% do total dos ativos de uma empresa estão relacionados a ele, sendo que, quanto maior a necessidade de investimento em estoque, por exemplo, mais recursos financeiros o negócio deverá ter. Nesse caso, o capital de giro disponível também deverá ser maior.

Vale à pena salientar que o capital de giro não deve ser confundido com o capital de investimento, que é usado para a compra de maquinários, equipamentos, matéria-prima, insumos e até do imóvel onde a clínica funcionará.

Assim, podemos entender que o capital de giro está relacionado à reserva necessária para os itens de rápida renovação, que devem suprir as necessidades do negócio em longo tempo.

Ou seja, se você não se atenta para uma definição adequada deste montante, poderá acabar sem dinheiro em caixa para suprir as necessidades mais básicas do seu negócio, como as contas de água e de energia, o aluguel ou o condomínio, o pagamento dos fornecedores e dos funcionários e assim por diante.

Como faço para calcular o capital de giro?

Já está convencido de que é algo extremamente importante para a gestão financeira da sua clínica? Pois saiba que é fundamental saber como calcular essa quantia, para garantir a tranquilidade e segurança em seu cotidiano.

A fórmula mais usada para calcular o capital de giro líquido, ou seja, aquela quantia necessária para conseguir suprir as suas demandas do dia a dia na prática é a seguinte:

CGL (capital de giro líquido) = AC (ativo circulante) – PC (passivo circulante)

Vale ressaltar que:

  • Ativo circulante (AC): é o valor que você já tem em caixa ou que deverá receber em até um ano. Aqui podem entrar quantias em contas e aplicações financeiras, valores a receber, materiais estocados — enfim, todos os valores positivos do patrimônio da sua clínica.
  • Passivo circulante (PC): é a quantidade que você deve, incluindo folha de pagamentos, dívidas de todas as naturezas, débitos com fornecedores, impostos, entre outros.

O valor obtido com o capital de giro líquido indica a necessidade de recursos que a sua clínica demanda. Um resultado negativo indica que você precisa cuidar melhor das suas contas. Quanto menor for o ciclo financeiro da sua empresa (ou seja, o tempo entre a necessidade de realizar o pagamento e de receber os débitos), menor é a sua necessidade de capital de giro.

Se a sua empresa é nova e você ainda não tem os dados sobre o ativo e o passivo circulantes, uma dica é ter em caixa o equivalente a três meses de despesas fixas, isto é, aqueles valores destinados às contas de energia elétrica e de água, salário dos funcionários, internet, aluguel e condomínio, estoque, etc.

O que acontece se eu não controlar corretamente meu capital de giro?

Muitos empresários ainda acreditam que esse cálculo é desnecessário e que podem gerir bem seus negócios sem controlar o capital de giro. Essa atitude é um erro muito grave e pode fazer com que você acabe sem dinheiro em caixa para conseguir pagar as suas dívidas imediatas.

Se este for o seu cenário, para saldar esses valores, muitas vezes você acabará tendo de recorrer a empréstimos ou financiamentos, arcando com juros altos, termos e contratos adversos e várias outras dificuldades, tornando a vida financeira da sua clínica bastante complicada.

Como faço para controlar o meu capital de giro?

Para evitar ficar sem capital de giro, é muito importante que você tenha um bom controle da gestão financeira do seu negócio. Trouxemos algumas dicas que podem ajudá-lo. Confira:

Mantenha um bom fluxo de caixa

Essa é uma ferramenta indispensável na gestão financeira de qualquer negócio e é quem indicará as contas a pagar e a receber por período, ajudando você a identificar os momentos que necessitam de maior cuidado e atenção.

Um bom fluxo de caixa evita, por exemplo, que você contraia uma dívida sem ter dinheiro em caixa ou que dê aos seus pacientes um prazo maior para o pagamento que poderá comprometer o seu orçamento.

Além disso, quanto mais atualizado for o seu fluxo de caixa, mais fácil será para você saber exatamente quanto de dinheiro dispõe para o mês, as contas que estão muito altas e que podem ser cortadas, a necessidade de atrair novos pacientes em determinado período do ano e assim por diante.

Ofereça facilidades para o pagamento à vista

O pagamento parcelado costuma ser comum em muitos consultórios, porém pode dificultar a sua vida financeira. Afinal, quanto mais cedo você tiver dinheiro em caixa, mais fácil será para pagar as suas contas, certo?

Assim, tente oferecer vantagens e facilidades para que os seus pacientes façam o pagamento à vista, como descontos mais interessantes.

Invista o dinheiro parado

Com o tempo, todos os preços tendem a aumentar, por isso, se você tem dinheiro em caixa, pague logo as suas dívidas. Além do mais, tenha um controle preciso do seu estoque, evitando perder dinheiro com produtos fora do prazo de validade, por exemplo.

Se você tem o suficiente para o seu capital de giro e ainda sobrou uma quantia, invista esse valor, fazendo o seu dinheiro render mais.

Mantenha o controle da inadimplência

Uma taxa alta de inadimplência pode fazer com que o seu planejamento financeiro entre em risco. O ideal é sempre contar com uma margem de segurança quando for projetar seus recebíveis, considerando que uma parte dos seus pacientes poderá não realizar o pagamento no dia ou dentro do mês.

Porém, é preciso um controle rígido. Se o número de inadimplentes está maior do que o calculado, tente entrar em contato com essas pessoas e oferecer facilidades no pagamento, entre outras medidas.

Reduza seus custos e renegocie dívidas

Um bom fluxo de caixa pode lhe ajudar nesse momento, principalmente em meses mais difíceis. Analise corretamente os seus custos e descubra quais podem ser reduzidos sem que isso impacte na qualidade do seu serviço.

Se você tem muitas dívidas e não consegue arcar com todas, tente renegociá-las, evitando juros muito altos ou acabar tendo que contrair empréstimos.

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